Petra, Jordânia

20 set

Petra - Al Khazneh (Tesouro)

Petra é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba, perto do Monte Hor e do Deserto de Zin. Em 7 de Julho de 2007 foi considerada, numa cerimônia realizada em Lisboa, Portugal, uma das Novas sete maravilhas do mundo. Petra, o principal cartão-postal da Jordânia está localizado a cerca de 3 horas e meia da capital, Amã. Chamada de “cidade rosa”, Petra (pedra, em grego) foi fundada por volta de 312 a.C. pelo povo dos nabateus, uma tribo nômade árabe. A cidade, então, se transformou em um ponto estratégico das rotas de caravanas, que transportavam incenso, mirra e especiarias pelo Oriente Médio. Foi esquecida pelo tempo e somente os beduínos locais sabiam sua localização, até ser redescoberta em 1812, pelo explorador suíço Johan Ludwig Burckhardt. Para conhecê-la a fundo, serão necessários de dois a três dias, já que suas atrações estão espalhadas por 5,2 quilômetros quadrados, repletos de túmulos, templos, cisternas, teatros etc.

Pontos de interesse

Petra, maravilha do mundo, é, sem sombra de dúvida, o tesouro mais valioso da Jordânia e a maior atração turística. É uma cidade vasta e singular esculpida na própria face rochosa pelos Nabateus, um engenhoso povo árabe que aqui se fixou durante mais de 2000 anos e que a transformou num local importante para as rotas da seda, das especiarias e outras rotas comerciais que ligavam a China, a Índia e a Arábia do Sul ao Egipto, Síria, Grécia e Roma.

A entrada para a cidade é feita pelo “Siq”, um estreito com mais de 1km de comprimento, ladeado por imponentes penedos com 80 metros de altura. Caminhar pelo Siq é, por si só, uma experiência única. As cores e as formações rochosas são impressionantes. À medida que nos aproximamos do fim do Siq, começamos a ver Al-Khazneh (Tesouro).

Esta é uma experiência que suscita admiração. Uma fachada imponente com 30 metros de largura e 43 de altura esculpida na própria face rochosa de um rosa poeirento e que faz com que tudo a seu lado pareça minúsculo. Foi esculpida em inícios do século primeiro para ser o túmulo de um importante rei nabateu e representa o gênio deste povo ancestral.

O Tesouro é apenas uma das maravilhas que compõem Petra. Vai precisar de, pelo menos, quatro ou cinco dias para explorar todo este local. À medida que entra no vale de Petra, vai ficar assombrado com a beleza natural deste local e com os notáveis feitos arquitetônicos. Há centenas de túmulos esculpidos na rocha com gravações intrincadas – ao contrário das casas que, em grande parte, foram arrasadas pelos terramotos, os túmulos foram esculpidos para durarem até à outra vida e 500 sobreviveram, vazios, mas impressionantes quando vistos pelas suas escuras aberturas. Aqui há também uma imponente construção dos Nabateus, Teatro romano com 3000 lugares sentados. Há obeliscos, templos, altares para oferta de sacrifícios e ruas com colunatas e, lá no alto, sobranceiro ao vale, encontra-se o impressionante Mosteiro Ad-Deir – para lá chegar há uma escadaria com 800 degraus cortados na rocha.

No local, há também dois excelentes museus; o Museu Arqueológico de Petra e o Museu Nabateu de Petra ambos com achados das escavações na região de Petra e que dão a conhecer o passado vivo de Petra.

Um tempo do século XIII, mandado construir pelo sultão mameluco Al Nasir Mohammad para comemorar a morte de Aarão, irmão de Moisés, pode ser visitado no Monte Aarão na Cordilheira de Sharah.

No local, há vários artesãos da cidade de Wadi Musa e um acampamento beduíno nas proximidades com bancas montadas e a vender artesanato local, como por exemplo cerâmica e jóias beduínas e garrafas de areia multicolor e estriada, características da região.

O Parque Arqueológico de Petra (PAP) compreende uma área de 264 metros quadrados em Wadi Musa, considerado um local turístico e arqueológico e Patrimônio Mundial registado na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985. A área tem uma paisagem de cortar a respiração com montanhas de tez rosa cujo ponto principal é a fantástica cidade nabateia de Petra, que foi esculpida na rocha há mais de 2000 anos.

Quando visitar?

A melhor época para visitar Petra é durante os meses de abril, maio, setembro e outubro, quando o clima é mais agradável.

Informações úteis

  • Moeda: Dinar Jordaniano
  • Idioma: Árabe
  • Fuso horário: +2 (UTC)
  • Visto: Todas as nacionalidades necessitam de visto de entrada na Jordânia.
  • Clima: A média de temperatura em Petra é de 12ºC em Janeiro e 32ºC em Agosto. O verão é bastante quente com as temperaturas entre 36ºC podendo chegar até 49ºC. Por outro lado o inverno pode ser bem frio com neve e as noites no deserto geladas.
  • Maiores informações: http://pt.visitjordan.com/Default.aspx?tabid=63
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